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Mostrando postagens com o rótulo Resenhas

HAROLDO MARANHÃO: MINICONTO INÉDITO

Foto de Haroldo Maranhão retirada do site www.releituras.com Um pouco na esteira de publicar sobre Literatura de várias modalidades e gênero s, escritores que amo, livros , resenhas, projetos de leitura, vídeos , intertextos, conexões entre literatura e outras artes e E spasmos de toda ordem, trago como u m brinde de início de ano um miniconto de Haroldo Maranhão.  Este que é uma das referências d e literatura na Amazônia, mas pouco conhecido em sua terra. Muito mais aclamado e estudado em outras regiões do Brasil , infelizmente.  Ele foi jornalista de profissão, desde os 13 anos no jornal da família , o histórico Folha do Norte . Foi romancista, contista, cronista e prosador como poucos, com vasta bibliografia e prêmios pelo país . Teve as obras publicadas na Tcheco slováquia, Portugal, Estados Unidos , entre outros. Para os que não conhecem, uma parte da bibliografia:  Romances - A morte de Haroldo Maranhão   –  1981, GPM (Pr ê mio U...

Sem forma revolucionária, não há arte revolucionária*

Para os amantes da literatura perder um mestre é perder um herói. Infelizmente o mestre da vez foi Décio Pignatari - figura importantíssima para a cultura brasileira e por quem tenho pessoal apreço -, que nos deixou neste último domingo(2). Perdemos uma das referências da literatura neste país, responsável por um grande legado em comunicação e semiótica, ensaios, traduções de clássicos de  Dante, Goethe, Shakespeare, Maiakovski, autores das vanguardas americanas, entre tantos outros. E rompeu com a geração dos poetas de 45 e nos trouxe o novo, o concretismo no Brasil, aliado aos irmãos Campos no grupo Noigrandes, numa seara em que poucos escritores se aventuram: a poesia. Foi responsável por um novo olhar  para a linguagem poética, que não era apenas um meio para a mensagem e sim, a própria mensagem. Fez o tratado da poesia concreta. Trouxe a semiótica para dentro do poema e o transfigurou. Um revolucionário para os que veem na poesia um caminho para "transcr...

Todo livro tem duas histórias, ou mais

Imagem do Tumblr Te dedico Os aficionados por tecnologia que me desculpem, mas quem gosta de ler de verdade tem fetiche pelo livro enquanto objeto. Gostamos do cheiro da página envelhecida pelo tempo, da textura do papel sob os dedos, do prazer de abrir e fechar aquele universo de palavras e fantasias.    Não desprezo completamente o livro digital.   Acredito que ele seja uma evolução natural, própria do período em que vivemos, mas me parece que as letras refletidas em uma tela perdem boa parte do prazer ligado à leitura.    Você deve estar pensando: os puristas e suas idiossincrasias. Este texto não é um manifesto contra a morte do livro. Com a popularização de tablets e outros gadgets próprios para leitura, como kindle, não são os livros que estão ameaçados, mas as dedicatórias .  Aquelas palavras cuidadosamente escritas à mão, geralmente, na página posterior a capa dos livros responsáveis em grande parte pela graça de recebê-los de p...

Poetas Marginais e Geração Mimeógrafo

Estamos mais do que acostumados a ter acesso a livros e e-books que muitas vezes nem sequer passam pelo mercado editorial, mídia, crítica literária, universidade   ̶  isto é, espaços responsáveis pelo sucesso de público e sobre a inclusão da obra no cânone literário   ̶ ,   mas que se tornam fenômenos de leitura   e podem influenciar gerações futuras. Não, não estou falando de nenhum sucesso da web em blogs, sites, tumblr, fanzine virtual ou algo do gênero.  Estou falando dos poetas marginais e da Geração Mimeógrafo. Para você que acha que esses poetas vieram diretamente da cadeia, ou mimeógrafo é um bicho, uma doença ou um tipo de droga, explico.  Esses poetas começaram a produzir seus escritos a partir da década de 70 e se estenderam até 80 – alguns teóricos consideram apenas a década de 70, porém pela produção literária que até flertou com o movimento punk outros também consideram a segunda década –, ou seja, compreendidos nos ano...