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Entre chuva, café e Amy



Coffe with headphones by Mandi Ainsworth


Começo o ano num semissono. Hoje é a primeira sexta-feira de 2013 e todos estão ansiosos pelo fim de semana, menos eu.

Vejo os dias seguirem lânguidos e vagarosos, como se a vida demorasse para começar. As pessoas com que queremos passar o fim de semana em euforia, ainda anestesiadas pelo placebo que é a esperança de um ano novo.

Não querem acreditar que a mudança não ocorre com novos meses e sim com novas atitudes que podem surgir em qualquer dia de qualquer ano e me enquadro neste plural.
  
Belém tem amanhecido com chuva e está me aviva o sonho, cada dia com mais sentido, como se o “não estar no mundo” de Cecília Meireles significasse mais em meu cotidiano. Assim me mantenho viva.

Meu café pequeno ativa as ideias para que o sonho comece a ter gosto de realidade, de preferência quente e saborosa. 

E Amy Winehouse vem alimentar meus dias de música e perpetuar minha nostalgia, ingrediente necessário para escrever e flanar pelas palavras.

Entre estes três amores mergulho neste novo ano.


Carola

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